Quando ocorre o falecimento de um familiar, além do momento emocional delicado, surge uma preocupação prática: o inventário.
Muitas famílias se surpreendem ao descobrir que o inventário pode ser caro, demorado e burocrático.
Mas afinal, quanto custa um inventário e existe forma de evitar esse custo?
O que é o inventário?
O inventário é o procedimento legal necessário para transferir os bens da pessoa falecida aos herdeiros.
Sem ele, não é possível:
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vender imóveis;
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transferir veículos;
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movimentar determinados valores;
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regularizar o patrimônio.
Quanto custa um inventário?
O custo total varia conforme o valor do patrimônio, o estado e a complexidade do caso, mas geralmente envolve:
1. Imposto sobre herança (ITCMD)
É o principal custo.
No Brasil, varia entre 2% e 8% sobre o valor dos bens, dependendo do estado.
Por exemplo:
Um patrimônio de R$ 1.000.000 pode gerar imposto de até R$ 80.000.
2. Honorários advocatícios
Os honorários variam, normalmente, entre 6% e 10% do valor do patrimônio, conforme a complexidade.
Alguns estados possuem tabela mínima da OAB.
3. Custos de cartório e taxas
Incluem:
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escritura;
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certidões;
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registros.
Esses valores também podem ser elevados.
Quanto tempo demora um inventário?
Pode variar bastante.
Em média:
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Inventário em cartório: de 2 a 6 meses
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Inventário judicial: de 1 a 5 anos (ou mais)
Quando há conflito entre herdeiros, pode demorar ainda mais.
Existe forma de evitar o inventário?
Sim.
Essa é uma das principais vantagens do planejamento patrimonial.
Holding familiar
A holding permite organizar os bens ainda em vida e transferir as quotas aos herdeiros.
Com isso, quando ocorre o falecimento, não há necessidade de inventário sobre esses bens.
Isso pode gerar:
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economia significativa;
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rapidez;
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menos burocracia;
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menos conflitos familiares.
Outras formas de planejamento
Dependendo do caso, também podem ser utilizadas estratégias como:
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doações planejadas;
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organização societária;
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testamento estratégico.
Cada situação deve ser analisada individualmente.
Por que fazer planejamento patrimonial?
Além da economia financeira, o planejamento evita:
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bloqueio de bens;
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conflitos familiares;
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demora na transferência do patrimônio.
É uma forma de proteger a família.
Conclusão
O inventário pode ser caro e demorado.
Mas, com planejamento adequado, é possível reduzir custos e evitar muitos problemas.
Organizar o patrimônio ainda em vida é uma decisão inteligente e preventiva.
Dra. Larissa Naves
Advogada especialista em Direito de Família e Planejamento Patrimonial
Atendimento online para todo o Brasil
www.larissanavesadvocacia.com.br
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Excelente postagem!
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